quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Os Óscares 2015


Não … Não vou falar da red carpet. Reconheço que é esse o assunto mais importante dos Óscares e aquele de que todos falam. Chega até a ser complicado encontrar artigos sobre os vencedores dos prémios, mas quando se trata de dizer que x foi bem vestida e y estava horrível, há milhares de opiniões. Eu, que gosto de falar de coisas menos interessantes, venho expressão a minha profunda desilusão com as nomeações deste ano. 
Não sou fã acérrima de cinema, nem tão pouco me considero fã. Nunca vi uma única gala dos Óscares e não penso vir a ver alguma. Não tenho paciência para galas que demoram horas e horas e podiam ser despachadas num quarto do tempo. Também não vi grande parte dos filmes porque, honestamente, não me despertaram interesse. Não vi o Birdman, mas era um vencedor anunciado. Uma história de um actor na ruína? Há algo que interesse mais a Hollywood? Não me parece. Boyhood foi outro filme que não vi. Porquê? Porque só porque um filme é gravado durante 12 anos, não o torna bom. Todas as pessoas que conheço e o viram me disseram que era péssimo, que não acrescentava nada. Ora eu, que até costumo falar bastante sobre nada, não suporto filmes sobre nada. Não vou gastar duas horas a ver uma história sobre a vida de umas pessoas se durante 22 observei a minha própria vida! 
Pelo contrário, o Óscar de melhor ator foi bem entregue. The Theory Of Everything é daqueles filmes que, não sendo fenomenal, vive da história de vida de um dos maiores génios mundiais. Confesso que vi o filme apenas para perceber a história do Stephen Hawking (que é impossível não adorar depois das mil e uma participações em The Big Bang Theory). 
O que verdadeiramente me afligiu nesta edição dos Óscares foi a não nomeação do Jake Gyllenhaal para melhor actor. Vi grande parte dos filmes em que ele participou e não tenho a menor dúvida que o Lou Bloom foi a sua melhor personagem. Mesmo que Nightcrawler não seja o melhor filme do mundo, custa-me a crer que a mesma academia que nomeou o Benedict por um papel 80% igual ao que faz em Sherlock, não tenha visto que o Jake Gyllenhaal fez o filme inteiro. Passou de ‘pessoa à procura de um emprego’ para *spoiler alert* ‘psicopata que mata até o seu aliado’. Mais, para quem viu o Enemy (que é baseado num livro do Saramago e é dos filmes mais complexos e geniais que vi até hoje) percebe que a nomeação seria ainda mais merecida. 
Esperemos pelo próximo ano!

by Jessica Mendes


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