quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Vamos todos compor músicas!

Já muito se falou sobre o plágio de “Stay with me”. A diferença entre este caso de plágio e os outros cinquenta mil quinhentos e dois que aparecem todos os anos (para chegar a este número conduzi um estudo bastante longo que me ocupou imenso tempo) é que o autor da música plagiada admitiu que copiou.  
Durante toda a minha vida académica (que ao que parece não vai acabar) sempre me disseram que era proibido copiar. Não é que nunca o tenha feito, mas aqui o segredo é não ser apanhada. Ora se eu não posso copiar nos testes e exames, porque raios é que o Sam Smith pode copiar uma música, admitir e só ter de pagar meia dúzia de tostões como castigo? Eu tinha os meus testes e exames anulados se fosse apanhada a copiar, ele paga um cafezinho ao pessoal e ninguém se chateia.  
Quem é que o Sam Smith é a mais que eu? Antes do “Stay with me” ninguém sabia quem ele era (ou isso ou sou eu que sou inculta). Na verdade eu também posso ser o Sam Smith, mas seria mais inteligente. Em vez de pegar numa música do Tom Petty pegava numa daquelas que só eu conheço, baixava ou subia uns tons para se adequar à minha voz e puff fez-se o chocapic.   
A verdade é que, com o passar do tempo, muitas pessoas acreditam que já não há nada de novo para acrescentar ao mundo da música. Talvez no fundo o Sam Smith estivesse apenas a querer provar esta teoria.   

By Jessica Mendes


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