terça-feira, 17 de março de 2015

Festival da Canção

Já passou mais de uma semana deste o Festival da Canção e eu continuo chateada com o resultado. Porquê? Maioritariamente porque é típico meu ficar chateada com os resultados do Festival, mas também porque - como acontece praticamente sempre - não ganhou a melhor canção. 
Os mais distraídos podem nem se ter apercebido, mas o Festival da Canção continua por aí a dar o ar da sua (des)graça. Continuamos com a mesma fórmula de há 50 anos (quando começámos) enquanto os restantes países tendem a evoluir. Eles enviam músicas em inglês todas comerciais enquanto nós nos ficamos pelas músicas fraquíssimas a falar do quão bonito é o nosso país, o nosso fado e a nossa palavra "saudade" que não pode ser traduzida para inglês. Na verdade não é muito relevante aquilo que enviamos à Eurovisão porque nunca havemos de a ganhar, mas é para fazer má figura, é preferível ficar em casa e poupar o dinheiro (que é escasso na RTP).
Este ano vamos com uma música do Miguel Gameiro (sim, esse mesmo). A música não é má (façam o favor de ver aqui) mas será suficiente para um bom lugar em Viena (entenda-se bom lugar por uma passagem à final)? Duvido. 
Num festival com péssima qualidade (ainda pior que o do ano passado em que ganhou a Suzy), havia uma música que claramente se destacava. A de Simone de Oliveira! Na verdade a música não se destacava (mesmo que eu pense que é uma música bonita e um poema muito bom) não fosse a intérprete. Sim, 50 anos depois de ter vencido pela primeira, Simone de Oliveira regressou ao Festival. Para quê? Ainda não percebi.
Falando de coisas mais importante. É de extrema relevância referir a música que os compositores decidiram passar à "super final" (sim, a RTP fez duas rondas de votações para ter mais uns trocos). Reza a lenda que José Cid escreveu a letra de "Tu tens uma mágica" (não me enganei, é mesmo mágica ao invés de magia) juntamente com Gonçalo Tavares. No meio de umas quantas frases soltas com pouco sentido, resolvem-se dilemas da Grécia Antiga (mais informações aqui).
Mas falando realmente de música (que infelizmente é algo que vemos cada vez menos no Festival), continuo extremamente revoltada com a derrota de "Outra vez primavera". Era a única música realmente boa para nos representar em Viena e capaz de alcançar a final e, quem sabe, um bom lugar. Tínhamos uma grande interpretação que se juntou a uma excelente música e uma letra fenomenal. Felizmente o povo português prefere sempre enviar à Eurovisão coisas de qualidade e é por isso que temos conseguido excelentes lugares ultimamente. 


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